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Geração Trianon

Texto : AnaMaria Nunes
Direção Geral : Christian Schlosser

A AUTORA

Anamaria Nunes Dramaturga, Diretora de Teatro, Roteirista de Cinema, Vídeo, Tv e Balé.
Como Dramaturga, é autora de muitos sucessos. “Geração Trianon”, lhe deu o Prêmio Shell de Melhor Autor de 1988 e o Espetáculo recebeu muitos outros Prêmios e Indicações; “Doidas Folias” representou o Brasil no Festival de Lyon e foi convidado para participar do Festival de Teatro do Porto, em Portugal, em 98. “Crônicas Pantagruélicas do Infame Rabelais”, foi selecionado para representar o Brasil no Ano Brasil-França, pela Secretaria Estadual de Cultura do Rio de Janeiro.

No Teatro Infantil, adaptou “João e Maria” que recebeu 5 Prêmios e 5 Indicações para o Mambembe;  “O Pássaro Azul” que recebeu 6 Prêmios e 2 Indicações; e  “João Sem Medo” que recebeu 1 Indicação.

Autora e Diretora de “Dom Quixote de La Mancha”, participou com a Cia. Andante de Repertório de diversos Festivais Nacionais tendo recebido 22 Prêmios e 19 Indicações (2 Prêmios de Melhor Direção).

GERAÇÃO TRIANON

Durante as primeiras décadas do século XX, o Rio de Janeiro foi o principal centro de produção teatral do país. As comédias de costumes e as revistas deliciavam os públicos cariocas, seduzidos por um palco bastante peculiar, consideradas as características especiais do teatro da época.

As companhias teatrais deste período, principalmente as de comédia, eram quase sempre organizadas e viabilizadas por um primeiro ator. Tudo girava em torno deste ator-empresário, responsável por uma sólida estrutura comercial que, além de gerar lucro, assegurava o trabalho da classe artística. Para que esta estrutura funcionasse a contento, seguiam-se regras preestabelecidas. Oito horas de atividades diárias, entre ensaios e espetáculos, eram cumpridas com disciplina pelos artistas, sem descanso semanal. As representações aconteciam à noite, em sessões. O ritmo era intenso e as temporadas curtas devido ao vasto repertório.

Os autores eram contratados para escrever peças digestivas, destinadas a divertir a platéia pequeno-burguesa que costumava freqüentar as salas da Praça Tiradentes e o Teatro Trianon. O objetivo era agradar o espectador e habituá-lo ao que se convencionou chamar gênero Trianon: um teatro leve, feito para rir e garantia de boa bilheteria.

O Texto de Anamaria Nunes mostra um pouco desse universo do Teatro Brasileiro da década de 10, 20 e 30 na cidade do Rio de Janeiro.

SINOPSE

A peça diz respeito ao majestoso teatro Trianon do Rio de Janeiro, onde passaram-se grandes nomes da época, entre autores, artistas, empresários e críticos, que discutiam e resolviam, ali, os rumos da classe teatral.

O espetáculo começa com a Companhia em cartaz, apresentando “A Ceia dos Cardeais”, mas com um eterno problema, a ausência de público. Devido a este fato, a companhia resolve montar outro espetáculo, mostrando assim o ensaio e todas as etapas para uma montagem juntamente com as figuras dominantes no teatro brasileiro da época até a execução do espetáculo. Neste texto podemos ver figuras marcantes que já foram extintas e outras que existem até hoje, como: O Ponto, Esse menino, Empresário, Ensaiador, Mocinha, entre outros.

MONTAGEM

Dentro de sua linha de trabalho e criação o Téspis, depois de um exaustivo estudo de textos da literatura dramática (brasileira e universal) optou por mais este trabalho, que por sua vez proporciona a seus jovens atores profissionais a grande satisfação de representar, contemplando ainda o enfoque que o grupo sempre deu ao trabalho de ator e ao ator em si como o centro do espetáculo. Ao montar “Geração Trianon”, mais uma vez buscou-se aliar o entretenimento à reflexão, contar e homenagear o teatro brasileiro, através de um pedaço de sua história.

 

FICHA TÉCNICA

Elenco :
         Doutor/Marcondes                   Edgar Rizzo
         Isaurinha/Eulambia                   Malu Lopes
         Julinha/Rosinha                       Carolina Goes
         Osvaldo/Antonico                    Jean Ferreira
         Empresário                             José Ricardo Nogueira (Liu)
         Ensaiador                               Edigar Contar
         Mota                                     Christian Schlosser
         Esse Menino                           Willian Rodrigues
         Ponto                                    José de Oliveira
         Autor                                     Júlio Oliveira
         Mocinha                                 Carol Knoll
         Aprígio                                   Oswaldo Cassilha

Texto : AnaMaria Nunes
Figurinos e Maquiagem : Marina Franco
Confecção dos Figurinos : Maria Aguirre
Cenário : José Roverato
Iluminação : Christian Schlosser
Arte Gráfica : MGB Produções
Direção Musical : Júlio Oliveira e João Paulo Maradei
Direção Geral : Christian Schlosser

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